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A Europa está vivendo o inverno mais gélido dos últimos cem anos.
No Rio de Janeiro, o tradicional verão “saárico” não aconteceu.
O verão no Rio está parecendo um inverno mais quentinho.
De um lado, os ambientalistas – e aqueles que como o Sérgio Abranches, da CBN, ganham a vida aterrorizando os radio-espectadores com profecias apocalípticas – que afirmam que estamos no aquecimento global progressivo, que provocará o extermínio da raça humana nos próximos cem anos.
De outro, os climattólogos (ou será climatologistas?) que afirmam que estamos vivendo mais uma etapa do ciclo de resfriamento global, que ocorre periodicamente.
Os ambientalistas (como o Sérgio Abranches), que não podem perder o seu ganha-pão de profetas do caos, diante do evidente esfriamento global, tentam justificar a atual situação de esfriamento, usando a tese do aquecimento.
É mais ou menos assim: o resfriamento global atual é fruto do aquecimento global!
Ou seja, o aquecimento global derrete os pólos Ártico e Antártico, provocando correntes marinhas mais geladas, que esfriam o restante do planeta, como o Rio de Janeiro.
Essa tese seria perfeita se países como a Ucrânia e a Bulgária não tivessem vivendo o pior verão dos últimos cem anos, com temperaturas inferiores a – 38 graus Célsius.
Ou seja, esse tal de aquecimento global não está sendo bem distribuído.
No que depender dessa galera da Europa e Ásia, veremos, nos próximos anos, crescer o movimento “Mais Aquecimento Global Já”!
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Se Nagao
2 02UTC fevereiro 02UTC 2012 at 10:55
Prezado Augusto da Fonseca,
O tal do aquecimento global servia de desculpa para impedir que os países em desenvolvimento continuassem a se desenvolver e parassem de competir com os tais “países desenvolvidos”.
Todos os “cientistas” que anunciavam o tal do aquecimento global desapareceram depois que descobriram que os dados utilizados eram fabricados. O tal de Al Gore (vice do Clinton) que viajou o mundo fazendo palestras sobre o tal do aquecimento global sumiu do mapa.
Hoje a NASA vem desmentindo tudo que se falou sobre as causas do aquecimento global, e agora José? Esses “técnicos” que fazem a vida falando sobre besteiras que acabam assolando a imprensa não tem o menor pudor em enganar os leitores/ouvintes/assistentes dos órgãos de imprensa (detesto a palavra mídia). Experimente ouvir os tais “especialistas” convidados a dar palpites sobre os assuntos em pauta, é uma enganação total, é a falação sobre nada! Haja paciência!
Antonio Carlos N.
2 02UTC fevereiro 02UTC 2012 at 11:20
Beleza….se o mundo escapar depois de dez/2012….o encontro de uma tsunami gigante de congelamento com uma avalanche descomunal de aquecimento global…resultado : clima ameno tépido e caliente -tropical-temperado….para os proximos 100 anos…é só alegria….deixa a vida me levar….vida leva….eu…..
ac
Santiago
4 04UTC fevereiro 04UTC 2012 at 1:09
Este texto faz jus ao título do blog: festival de besteira. Crescimento econômico a qualquer custo sempre foi a bandeira da ganância capitalista. Inverno na Europa sempre mata os mais pobres. E uma brisa fresca na bunda dos cariocas não quer dizer que vem uma nova era glacial.
roosevelt s. fernandes
4 04UTC fevereiro 04UTC 2012 at 21:30
Mudanças Climáticas – com quem está a verdade?
Em artigo recente no Wall Street Journal, assinado por dezesseis cientistas, o grupo apresenta uma carta aberta à sociedade – não necessariamente um documento científico – em relação ao que pensa do Aquecimento Global (causa) e as Mudanças Climáticas (efeitos).
No texto – polêmico, mas que deve ser respeitado – é feita a citação que não há motivo para pânico sobre o assunto. Enfatiza que há gente ganhando dinheiro na venda do que chama de “alarmismo climático”. Conclui dizendo que um grupo de cientistas está sendo deixados – propositalmente – fora da discussão, particularmente os que não defendem soluções drásticas para a solução do Aquecimento Global. Continua, criticando abertamente o IPCC e a ONU. Explícita – em tom de desabafo – que os modelos matemáticos utilizados por estas instituições estão superestimando os valores de previsão dos futuros efeitos do Aquecimento Global, ou seja, das Mudanças Climáticas.
Os cientistas vão mais longe; afirmam que o crescimento do nível de gás carbônico na atmosfera foi muito bom para a produtividade da agricultura, ou seja, o efeito estufa foi positivo sob este aspecto. Vão mais longe: o grupo dos cientistas alarmistas visou – e conseguiu – financiamento público para suas pesquisas voltadas aos seus interesses e não, necessariamente, com a verdade. Este fato propiciou a alguns governos a desculpa para criarem taxas e subsídios, ou seja, a saída para as necessárias soluções econômicas, disfarçadas por pressão ambiental.
Posições antagônicas como esta – digamos polêmicas em termos de convergência para uma verdade de consenso científico – têm sido, de forma cíclica, uma realidade em relação ao tipo de informações sobre o Aquecimento Global que chegam à sociedade. Para quem deseja – sem ser iniciado no tema – entender o que está acontecendo de verdade, acreditando que os cientistas é que deveriam ter as respostas para as suas dúvidas (digamos, as primárias) acaba por levar a sociedade a, cada vez mais, a se afastar da discussão, exatamente no sentido inverso que se faz necessário.
Muitas pesquisas mostram que a sociedade – no caso a brasileira – mostra envolvimento com a problemática decorrente do Aquecimento Global, entretanto outras pesquisas evidenciam que apesar de mostrarem envolvimento com o tema, não conseguem, com suas próprias palavras, explicar o que é Aquecimento Global (causa) e Mudanças Climáticas (efeitos). Respeitando as duas linhas de pesquisa fica a evidente a dúvida: a sociedade pode estar envolvida com um assunto que não consegue explicar?
O cenário é, no mínimo, preocupante, pois a tendência da discussão ainda continua na área científica – apoiada ou contestada por ambientalistas, governos e uma minoria de iniciados da sociedade – pano de fundo para várias conferências realizadas ao longo do mundo, voltadas ao tema.
Nosso foco neste artigo – sobretudo, pois não há espaço para tal – não é defender uma das posições (alarmistas x não alarmistas), mas colocar a discussão em termos da sociedade, ou seja, procurar esclarecer o aspecto de que ela não pode se excluir / omitir dessa discussão. Ou seja, acompanhar os fatos na mídia, estando consciente que, em algum momento, a sociedade terá de ser ouvida.
Simplificando, se é que é possível: partindo dos extremos, sem compromisso com nenhum dos lados, se as Mudanças Climáticas não serão críticas como dizem os “não alarmistas” ou se serão, como afirmam os “alarmistas”, em qualquer dos casos a sociedade já está pagando os ônus decorrentes (necessários ou não).
Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
roosevelt@ebrnet.com.br
Adalberto Ribeiro
7 07UTC fevereiro 07UTC 2012 at 19:41
Primeira vez por aqui. Parabéns pelo blog Augusto!!
Em que se pese todo tipo de interesses nesta ou naquela tese, quem sabe vale a pena estudar mesmo um pouco mais sobre o assunto e formar uma opinião mais isenta. Sou um professor interessado, tanto nos estudos científicos como nos argumentos apresentados em debates como este aqui. Só o que não podemos é ‘assassinar’ a lógica.
Recomendo, para os interessados, o documentário “A corrente do golfo”, que trata especificamente deste assunto. Foi por acaso apresentado na TV escola esta semana e pode ser assistido aqui: http://adalbertoprofessor.blogspot.com/ (É a 3ª postagem)
Segundo a tese defendida, o aquecimento dos trópicos leva sim à um resfriamento gradual e importante, na europa.
Aprendemos sempre. Até quando erramos.
Fraterno abr@ço. e mais uma vez, obrigado pelo conteúdo do blog. (compartilho com a crítica veemente ao PIG)
Se Nagao
8 08UTC fevereiro 08UTC 2012 at 16:16
Para quem quiser conhecer mais do ponto de vista de um brasileiro representante da América do Sul na OMN recomendo o Professor Luiz Carlos Molion da Universidade Federal de Alagoas.